Sicko

Outubro 23, 2007

sicko_ver2.jpg 

 

Marisa Alexandra Batista

 

Para si, qual dos seguintes sistemas de saúde é o melhor: o Português ou o Norte-Americano?

Tendo em conta o profundo desagrado generalizado do povo Português face ao sistema nacional de saúde, posso certamente apostar que irá optar pela segunda parte da resposta. Contudo, Michael Moore acaba por nos mostrar que afinal… até não estamos assim tão mal. É através de Sicko, o seu mais recente documentário, que opta por fazer uma viagem por vários sistemas nacionais de saúde. Tudo isto porque o Governo Norte-Americano defende o sistema Nacional de Saúde como um dos maiores males à face da terra. Assim, nos Estados Unidos a saúde é tratada através da iniciativa privada. Os cidadãos são obrigados a fazer seguros de saúde. O problema consiste no facto de as seguradoras olharem, cada vez mais, para os utentes como uma despesa/preço elevado e não como doentes, cuja vida está em risco.

Os tratamentos são negados e carimbados como “experimentais”. Quais as opções que restam? 1) Pagar o tratamento do próprio bolso; 2) Deixar-se morrer; 3) Ir para outro país, em busca de tratamento.

Michael Moore, realizador de Bowling for Columbine e Fahrenheit 9/11, visita os sistemas nacionais de saúde de países como Canadá, França, Inglaterra e Cuba. Recorre a histórias de Americanos defraudados pelos seguros de saúde para mostrar o benefício de um sistema nacional de saúde. Uma proposta de Richard Nixon e desenvolvida por Hilary Clinton. No entanto, esta luta acabou por cair por terra uma vez que o Governo tinha um preço que as seguradoras de saúde podiam pagar.

Um documentário obrigatório com estreia marcada a 1 de Novembro.

Realização: Michael Moore
Argumento: Michael Moore

Anúncios

Morceaux de Conversation avec Jean-Luc Godard

Outubro 23, 2007

Marisa Alexandra Batista

 

Duas horas de conversas com o mestre Jean-Luc Godard. Câmara parada. Conversas em vários locais e quase sempre com os mesmos intervenientes.

Aborrecido, entediante e a evitar.

 

Realização: Alan Fleischer

My 9/11

Outubro 23, 2007

Marisa Alexandra Batista 

 

Esta curta-metragem da autoria do holandês Tjebbo djhjdjd é um retrato bastante pessoal sobre o 11 de Setembro. Ao viver com a mulher e o filho, ainda bebé, num apartamento junto ao World Trade Center conseguiu ter uma visão diferente da tragédia que marcou o mundo.

Para Tjebbo, a sua primeira perspectiva sobre o ataque não passava de um buraco (provocado pelo primeiro avião) numa torre. Sabia que havia mortos. Mas, não via rostos, nem nomes. A manifestação sentimental surgiu dias mais tarde através do confronto com os jornais.

My 9/11 não é propriamente um documentário. É, mais, um relato pessoal que fica para a posterioridade sob o intuito de mostrá-lo ao seu filho Milo, ainda bebé quando tudo aconteceu.

Uma reconstrução diferente e interessante sobre os acontecimentos. A filmagem faz com que sintamos que aquela é a nossa casa, que nós estamos a viver tudo aquilo e que, à semelhança de Tjebbo, consideramos o embate do avião na torre não é mais do que um buraco no betão.

O hilariante neste filme são os telefonemas de empresas como a Microsoft, em pleno 11 de Setembro, que continuam a trabalhar e a contactar os clientes como se nada tivesse acontecido.

Realizador: Tjebbo Penning

Argumento: Tjebbo Penning

 

Taxi to the Dark Side (2007)

Outubro 20, 2007

                               taxitothedarkside-a.jpg

Marisa Alexandra Batista

 

Alex Gibney foi o realizador responsável pela abertura da 5.ª edição do DocLisboa. O filme Taxi to the Dark Side é um filme pessoal sobre as inquisições e abusos em Abu Ghraib, Bagram e Guantánamo.

Taxi to the dark side é um filme surpreendente. Contudo, acaba por envolver-se numa espiral e repetir os mesmos tópicos over-and-over, o que pode maçar o espectador. O que torna Taxi to the dark side num filme surpreendente? É surpreendente a forma como Gibney consegue chegar a todos aqueles testemunhos. Consegue construir uma boa narrativa, apesar de se repetir por algumas vezes.  

Gibney é o Americano que não se deixa levar por patriotismos ou lavagens cerebrais. Vai fundo na investigação, empresta a voz ao filme e ainda dedica a este filme ao pai, ex-inquiridor durante a 2.ª Guerra Mundial. Este é um filme pessoal, tal como anunciou na apresentação do filme, quinta-feira, na Culturgest.

É através da história de Dilawar, o taxista que não voltou da viagem ao lado negro, que Gibney expõe não só a sua tese, como todos os actos inumanos cometidos pelos soldados Norte-Americanos.

Taxi to the Dark Side repete dia 28, às 11h, no Cinema São Jorge.

 

Realização e Argumento: Alex Gibney